sábado, 15 de novembro de 2008

artifício (letra para Irênita e o Catavento)

não é você que eu respiro
no ar que transpira dos nós que as ruas dão
meu meio abrigo, sou sou esconderijo
catar meias palavras pelo chão
caídas da boca de alquém

é o que se perde em cada espelho
um caco seu para atirar em mim
o primata vê, o primata pede
e tem alguma escolha sem fim
ainda te vejo assim também

seu artifício não é o que eu acho difícil

09/06/08

pequena indomável (letra para Irênita e o Catavento)

eu não vou sorrir
o que você quer me dizer
e não venha me dizer
que vou sorrir sem entender
seus olhos quardam minha explosão
os olhos que quardam minha atenção
seus olhos quardam minha explosão
os olhos que quardam minha atenção
eu vou te guardar
{dentro de mim

meu sono em paz
longe de você

anita (letra para Irênita e o Catavento)

existem mil formas de me fazer feliz
e você, meu bem, não sabe nenhuma
existem mil formas de me deizar mal
e você, meu bem, invento mais uma
chego a pensar que sou um tolo
quando vejo cães sem plumas

ainda que perto de suas mãos
o céus me atire atire entre suas unhas

quando eu entrar na sua sala
( )
eu não sei
eu não sei
new wave no rádio
aos seus pés
onde quizer

02/10/08

sem título (letra para Irênita e o Catavento)

eu sei quando é hora de voltar
eu sei quando é hora de partir
eu sei quando é hora de chegar
e o seu rosto não vai me afogar

a estarda espera e estou de pé
para cobrir as suas pegadas
enterre o sol onde quizer
plantarei chuva

minha hora de partir
é a mesma em que você acorda
e ter nos seus olhos meu reflexo
é tudo que não quero
quando terminar

em corações abertos eu não vejo pasto de alegria

07/10/08

murmúrio (letra para Irênita e o Catavento)

toda felicidade quer eternidade
e eu não tenho culpa irmão
de não servir na sua cidade
então não me chame mais
não
não
não
não
não

vermelho (letra para Irênita e o Catavento)

me contou um pouco tarde
que o que fiz não era bom
e me mostrou no fim da tarde
todo seu sorriso neon

ela descostura a noite
sorri leve e vê que sonhou em vão
que foi longo
leve
indolor
sem cor

com seus fiapos de noite disperdiçou a maquiagem
e não se importou com as rugas da verdade
seu corpo arde e
foi no bolso que guardou
um sorriso ensaiado, amarelo
26/04/08

o topo

nas vias do seu cotorno

meio de dia em fezinhando de

disticos

a minha vista

o truque que me convertia

calou-se dentro

o dentro que não existe

o dentro que confundia e

trazia

a dor de um albatroz caido

era só

só era

eu calei e não me arrependo

não mais a trama indescente

incoerente

meu nomes vertidos em

uma navalha

destruído o tempo

destruído o interior

eu me enveneno com palavras

planejo o futuro e mastigo o passado entre cristais de vrido e orgãos espalhados pelo chão

o cão mija no caos

viu?

não tema
entenda
interior é
farsa

você pode

eu pude